Doar sangue nem sempre acaba bem.

Minha intenção aqui é narrar um fato que aconteceu comigo hoje, dia 4 de setembro de 2009, um tanto quanto curioso.

Fui ao Hemosc para doar sangue, já havia feito isso mas há muito tempo, em novembro de 2007. Não tem nada de especial, é tudo feito com muito profissionalismo e seriedade.  Naquele ano, tudo correu bem, minha namorada pediu para que eu doasse por ela, pois o professor iria dar uma nota a mais para o feito. Doei o sangue, comi o banquete que eles oferecem pós-doação e sai feliz e contente.

Hoje já não foi assim, fui com um amigo dessa vez, passei pela triagem normalmente, só medi a pressão duas vezes pois a mulher alegou que ela estava um pouco alta, enfim chegou a hora de doar. Conversei bastante com a enfermeira que cuidava dos procedimentos para mim. Assim que terminou ela perguntou: “está tudo bem?” e eu respondi: “sim sim, está!” e realmente estava, até que entrei no local de pegar o lanche e única coisa que recordo é: “queres um café ou suco?” respondi: “suco!” e não me lembro de mais nada.

Eu desmaiei, bonito. Acordei com um homem mechendo as minhas pernas, outro passando gaze na minha cabeça, e perguntei o que havia acontecido, eles me relataram a situação e eu ri, falei umas abobrinhas pois não estava muito consciente e aos poucos tudo foi voltando ao normal.

A pior parte ainda estava por vir. O hospital. Primeiramente fui tratado com um certo desprezo, até que meu pai que é médico chegasse e se identificasse. Foi até engraçado, o Doutor que me atendeu mudou a postura completamente. Ainda demorou um pouco para eu ser atendido, até que meu pai disse para irmos ao Hospital de Caridade (eu estava no Celso Ramos – um caos). Enquanto eu aguardava o meu pai com o carro, o Doutor veio correndo avisar-me que já ia começar o meu atendimento, naquele momento mesmo. Entao eu e meu pai decidimos ficar.

Não sabia como doía cortar o cabelo, acho que pelo fato de estar com a cabeça aberta a dor foi maior. Passando esta etapa, ganhei uma anestasia e o doutor iniciou os pontos e logo terminou, conversou um pouco com meu pai à respeito da profissão e fomos embora.

Resultado: doei sangue, e estou com pontos na cabeça. Veja bem, não quero passar a imagem de que doar sangue é perigoso, longe disso, mas sejam cautelosos, esperem quanto tempo for necessário na cadeira, até que possam se levantar e andem devagar até o refeitório.

Preciso agradecer ao Hemosc, me deram um suporte sem tamanho desde o início que cheguei lá, até eu ir embora do hospital. A enfermeira que me atendeu foi muito gentil, ficou comigo o tempo todo.

O caos do Hospital eu comento em outra oportunidade.

Apesar do incidente, eu incentivo: Doem sangue sempre que puderem!!!

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2 Comentários em “Doar sangue nem sempre acaba bem.”

  1. MIH Diz:

    Aaaaaaaaaaaaaaaaaaiii guri, nossa que susto heim.
    Sou doadora de sangue assídua e nunca me ocorreu fato como este. Que bom que estas bem.

    O que mais me chamou a atenção no seu relato foi a indiferença que lhe trataram até descobrirem que seu pai é também médico. Isso ocorre o tempo todo, as pessoas tendem a fazer essa “seleção” com as pessoas.
    Por fim, como você mesmo disse, não é a doação que é perigosa, mas sim o estado imunológioco de cada indivíduo, deve saber se você é realmente apto para doar e se seu sangue irá ajudar realmente quem precisa ou não.

    Adorei seu blog. Beijos!!

  2. Admiradora Secreta Diz:

    GATO!


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